Edinacurzio’s Weblog
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Eles

Na primeira noite, eles se aproximam

E colhem uma flôr do nosso jardim,

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem.

Pisam as flôres, matam nosso cão.

E não dizemos nada.

Até que um dia,

O mais frágil deles

Entra em nossa casa.

Rouba-nos a lua;

E conhecendo nosso medo

Arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada

Já não podemos dizer nada.

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