Levar a vida

Sou uma arrombadora de portas.
Não tenho medo de nada, sempre enfrentei todos os obstáculos que a vida colocou no meu caminho com determinação. Na vida, acredito que não vale tanto o que tenho, nem tanto importa o que sou. Vale o que realizo com aquilo que possuo e, acima de tudo, importa o que faço de mim. Tudo que faço de mim é às custas de muita batalha interna. Trabalho árduo de auto-entendimento. Penso que sou feita de um bom barro. Encontro sempre dentro de mim as respostas que procuro.
Vivo minha vida como quem sorve uma taça de preciosa bebida. Saboreio lentamente toda conquista, todas as coisas que tão somente fazem a minha alegria.
Por outro lado, já sofri muito. Já chorei muito, por amor e por desamor, mas sempre busquei a luz que dissipa a treva.
Muitas pessoas dizem que vivo sorrindo e eu digo que o que me faz em sorriso é a vida que levo.
Sempre gostei de escrever. Escrevo para aliviar a dor da vida. Escrevo para me auto-analisar. Escrevo muito mais para celebrar as alegrias da vida. Escrever é cientificamente comprovado ser uma atividade terapêutica. A escrita já me sauvou em momentos muito críticos. Através dela mostro toda a minha mais lúcida sanidade como também a força da minha ira demente.
Para e por amar, é a vida que levo.
E você como leva a sua vida?
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