A necessidade de introspecção  me faz embarcar em leituras e estudos sem fim… Não é fuga. Ao contrário, é busca.  Busco descobrir o mundo, o humano e principalmente a mim.

Sinto que estou eternamente brincando o  jogo da amarelinha: tentando lançar sem errar, minhas pedrinhas e saltando com um só pé, em direção ao céu.

Penso nas inúmeras pessoas que fizeram parte da minha vida e que partiram  em seus caminhos. Perdi o convívio com muitas delas sem motivos reais evidenciáveis. Lamentei muitas vezes e sofri por isso. Agora entendo que a atração  que nos faz querer manter o contato com as pessoas está muito além da nossa vontade.

Nosso cérebro, queiramos ou não, funciona por vias primitivas autonômicas e  nele a interação  entre o que vivenciamos  e o setor de recompensa, gratificação e prazer  é o que determinará nosso direcionamento  de pensamentos e consequentemente nossas ações de aproximação ou afastamento  tanto de coisas, como de situações ou pessoas.

Imagino que a maioria delas se perderam de mim ou eu as perdi, por mecanismos intencionais gerados direta ou indiretamente por nossos cérebros. O que deixa claro, que nem sempre houve uma motivação ou razão  bem consistente para que o afastamento acontecesse. Talvez não nos gratificasse mais como nosso cérebro gostaria. Ou simplesmente não nos proporcionasse mais tanto prazer, nossa maior forma de recompensa.

É como diz a música da Maria Bethânia:

Foi você quem se perdeu de mim
Foi você quem se perdeu
Foi você quem perdeu
Você perdeu

Então é isso…