Difícil desapego
Nada é mais difícil do que o desapego, do que sofrer a ausência, do que saber-se sozinho daqui para frente. Durante 20 anos, o dia 28 de agosto foi dia de festa, de comemoração, de relembrar o momento mais significativo da minha vida. Era o nascimento da minha filha, que se tornou única e que se fez ausência. Eu ainda me pego pensando em “como é possível minha filha ter morrido, se eu sinto a presença dela tão viva, se ao olhar para suas fotos me transporto para aquele momento, se consigo ouvir sua voz, seu sorriso…?” Embora eu conversse com ela todos os dias, há sete anos só tenho o silêncio como resposta. Por onde ela anda que não me responde?…
28/08/2008 – 28 anos
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